Como Orfeu a todos encantaUma alma condenada ao amor
Presa na solidão dos homens
Deseja , mas só recebe dor
Rastros apagados com o orvalho
Mãos congeladas do inverno
Olhos castanhos carvalho
Brilham sem carinho terno
Sonhos levados com o vento
Lembranças do que suportou
A inocência lhe foi roubada
A pureza o mundo tomou
Essência de Afrodite
Perfume de uma doce flor
Veste o véu da vida
Mas na morte já se afogou
Cabelos vermelhos queimados
Luxuria para acompanhar
Pássaro de asas cortadas
Presa só lhe resta sangrar
Nobre mortal apaixonada
Nas garras do amor sucumbiu
Amor puro puro interrompido
Que nos zelo dos Deuses caiu
Autora : Sueli Cristina Zubinha Maciel
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